A KriptoBR é pioneira da autocustódia de criptomoedas no Brasil: fundada em junho de 2017, tornou-se revenda oficial da Ledger no mesmo ano e da Trezor em 2018, e hoje se apresenta como a mais antiga e maior revenda de carteiras físicas do mundo. Quando uma operação desse porte decide trocar a marca e o site ao mesmo tempo, o risco não é estético — é perder de uma vez o tráfego, o histórico e a confiança construídos ao longo de sete anos.

O cliente

Antes de falar do projeto, vale dimensionar o que estava em jogo. A KriptoBR atende mais de 600 mil clientes no Brasil e no exterior, envia para mais de 32 países direto de São Paulo e entrega por motoboy em mais de 60 cidades. Foi eleita pelo voto público a Melhor Empresa de Criptomoedas do Brasil em 2021 e 2023, com terceiro lugar em 2022.

É também um segmento em que a confiança vale mais que o preço: quem compra uma carteira física está comprando a segurança do próprio patrimônio. Um site que pareça amador, ou um link antigo que passe a dar erro, não custa uma visita — custa a credibilidade.

O desafio

Criar uma nova identidade visual e um logo novo e modernizar o e-commerce, migrando textos, clientes e produtos. O maior desafio foi transferir 7 anos de histórico e 720 artigos no menor tempo possível.

Traduzindo para o que isso significa na prática:

  • Migração sem quebrar SEO. Setecentos e vinte artigos representam anos de autoridade acumulada em busca orgânica. Migrar mal significa perder posições que levaram anos para serem conquistadas.
  • Base de clientes e pedidos intacta. Não se trata só de conteúdo: contas, histórico de compras e dados de clientes precisavam atravessar a mudança sem perda.
  • Catálogo complexo. Quatro marcas oficiais, produtos com variações, cursos digitais e acessórios convivendo na mesma loja.
  • Janela curta. Uma loja que vende todo dia não pode ficar fora do ar — a troca precisava ser rápida e ensaiada.
  • Rebrand no meio do caminho. Mudar a marca junto com a plataforma dobra o risco: o cliente recorrente precisa reconhecer que continua no lugar certo.

A nova identidade

Criamos um logo moderno com o mapa do Brasil formado por blocos — uma representação direta do blockchain, que amarra território e tecnologia em um símbolo só. É um sinal que funciona em tamanho pequeno, no favicon e no app, e que diferencia a marca num mercado onde quase todo mundo usa cadeado ou moeda.

Logo da KriptoBR: a palavra kripto ao lado do mapa do Brasil formado por blocos de blockchain

O mapa do Brasil em blocos: blockchain e território no mesmo símbolo.

A solução

Desenvolvemos o novo site em WordPress + Elementor com WooCommerce, reorganizando todas as áreas com foco em novas imagens, melhor apresentação e performance — e importamos os 720 artigos do blog preservando o histórico.

  1. Arquitetura do catálogo. Reorganização por marca (Trezor, Ledger, SecuX, KriptoSteel) e por categoria — cold wallet, 2FA, cursos e acessórios —, para que o visitante chegue ao produto certo em poucos cliques.
  2. Nova apresentação de produto. Imagens novas e uma página de produto que responde às objeções reais de quem compra segurança: originalidade, prazo, suporte e formas de pagamento.
  3. Migração de conteúdo e base. Importação dos 720 artigos, dos clientes e dos produtos, mantendo as URLs relevantes para preservar o posicionamento orgânico.
  4. Performance. Revisão de imagens e carregamento — numa loja, cada segundo a mais é conversão a menos.

A nova experiência de compra

Duas decisões estruturais explicam boa parte do resultado comercial. A primeira foi transformar a navegação em vitrine: o menu deixou de ser uma lista de links e passou a apresentar cursos, consultorias e a garantia de acesso vitalício no mesmo painel.

A segunda foi reconstruir a página de produto em torno da decisão de compra. Em vez de apenas preço e botão, ela reúne formas de pagamento com desconto para cripto, selos de revenda oficial e suporte em português, o curso incluído gratuitamente e uma seção de recomendação — tudo acima da dobra.

O resultado

Aumento expressivo de faturamento, melhora na taxa de conversão, crescimento do ticket médio e mais páginas navegadas por visita.

  • Faturamento e conversão em alta. A mesma audiência passou a comprar mais — sinal de que o gargalo era de apresentação, não de tráfego.
  • Ticket médio maior. O curso incluído e a recomendação de acessórios na página de produto elevaram o valor por pedido.
  • Mais páginas por visita. A nova arquitetura de catálogo fez o visitante explorar em vez de sair na primeira tela.
  • Histórico preservado. Os 720 artigos e sete anos de autoridade orgânica atravessaram a migração.

Por que uma migração de e-commerce dá tanto errado

Vale registrar o que torna esse tipo de projeto arriscado — e o que separa uma migração bem-feita de um prejuízo silencioso que só aparece meses depois.

  • O prejuízo é invisível no primeiro dia. Um site novo bonito no ar parece sucesso. A queda de tráfego orgânico por URLs perdidas só se manifesta semanas depois, quando já é difícil reverter.
  • Conteúdo antigo é ativo, não peso. Setecentos e vinte artigos são anos de autoridade. Recomeçar do zero é jogar fora o que já ranqueava.
  • Rebrand exige continuidade visual. O cliente recorrente precisa reconhecer a marca nova como sendo a mesma empresa de confiança.
  • Loja parada é receita perdida. Toda hora fora do ar tem preço direto — o corte precisa ser ensaiado.

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