Quando uma varejista quer vender mais pela internet, o pedido que chega à agência é quase sempre o mesmo: traga mais gente para o site. Na Polishop, a análise apontou para o outro lado. O tráfego já existia e era grande. O que estava se perdendo era o que acontecia depois que a pessoa chegava — e resolver isso saiu mais barato, e rendeu mais, do que comprar audiência nova.
O cliente
A Polishop é uma das maiores varejistas do Brasil, com alcance de mais de 180 milhões de brasileiros através de uma operação multicanal que combina televisão, lojas físicas e e-commerce. É um cenário em que o site recebe volume alto e constante de visitas vindas de todos os outros canais.
Esse detalhe muda a matemática do projeto. Numa operação com pouco tráfego, ganhar conversão tem efeito modesto em valor absoluto. Numa operação do tamanho da Polishop, cada ponto percentual de taxa de conversão representa um volume expressivo de receita — e não custa um centavo a mais de mídia.
O desafio
A Polishop buscava aumentar o volume de vendas fortalecendo o tráfego orgânico do site. Começamos, então, por uma análise minuciosa de todas as páginas — e foi ela que reposicionou a prioridade do projeto.
O diagnóstico mostrou um site pesado. Páginas carregadas de recursos, scripts e imagens sem otimização, que penalizavam justamente o visitante mais valioso: aquele que já tinha decidido entrar, muitas vezes vindo do celular e de uma conexão que não perdoa página lenta.
A virada de chave: o gargalo não era o tráfego
Com o volume que a Polishop já recebia, aumentar a audiência resolveria menos do que consertar o que acontecia com ela. Uma página lenta cobra o seu preço em silêncio: o visitante não reclama, não envia e-mail, não aparece em relatório de erro. Ele simplesmente fecha a aba antes de o conteúdo aparecer — e é contabilizado como mais um que "não quis comprar".
Por isso a prioridade do projeto virou aliviar o peso das páginas. Não como tarefa técnica isolada, mas como a alavanca comercial mais direta disponível: melhorar a taxa de conversão de quem já estava vindo.
A solução
- Análise minuciosa de todas as páginas. Levantamento página a página do que carregava, em que ordem e com que custo — separando o que era essencial do que era herança acumulada.
- Redução de mais de 60% no peso das páginas. Otimização de imagens, scripts e recursos, atacando o que mais pesava sem sacrificar a experiência de compra.
- Otimização do tempo de carregamento. O resultado combinado deixou o site 40% mais rápido.
- Melhorias de usabilidade (UX). Ajustes no caminho até a compra, para que a página mais rápida também fosse mais fácil de usar.
- Avaliação do perfil de backlinks. Análise da autoridade acumulada e dos links que sustentavam o posicionamento orgânico.
- Planos de ação por página. Priorização do que corrigir primeiro, começando pelas páginas de maior impacto comercial.
- Conteúdo para o blog. Produção de conteúdo relevante para o blog da empresa, sustentando o crescimento orgânico no médio prazo.
O resultado
Ao longo de um ano, o efeito combinado dessas frentes foi expressivo — e concentrado exatamente onde a análise apontou:
- +30% na taxa de conversão em 1 ano. O ganho principal. A mesma audiência passou a comprar significativamente mais.
- Mais de 60% de redução no peso das páginas. A causa raiz do ganho de conversão.
- Site 40% mais rápido. Efeito direto do alívio de peso, sentido com mais força no celular.
- +22% de faturamento orgânico no período de agosto a dezembro de 2017.
Vale sublinhar o que esses números significam juntos: o crescimento não veio de mais visitantes, veio de melhor aproveitamento dos que já chegavam. Numa operação do porte da Polishop, sustentar isso por doze meses representou um ganho expressivo para a empresa — sem aumento proporcional de investimento em mídia.
Por que peso de página é dinheiro
Esse case é um bom exemplo de um erro caro e comum: tratar performance como assunto de TI, quando ela é uma das variáveis comerciais mais diretas de um e-commerce.
- O tráfego que já chega é o mais barato que existe. Ele já foi pago — em mídia, em SEO, em marca. Desperdiçá-lo numa página lenta é jogar fora investimento já feito.
- A perda é invisível. Quem desiste durante o carregamento não vira reclamação nem erro no log. Aparece no relatório como uma taxa de conversão baixa, sem explicação óbvia.
- O celular amplifica tudo. Em conexão móvel, cada megabyte a mais custa segundos — e segundos custam pedidos.
- Velocidade também é SEO. Performance influencia posicionamento, então o ganho aparece duas vezes: converte melhor e ranqueia melhor.
- O efeito é multiplicativo. Ganho de conversão se aplica sobre todo o tráfego, de todos os canais, todos os meses. É por isso que costuma superar campanhas pontuais.
Serviços relacionados a este projeto
Seu site recebe visitas mas converte pouco?
Na maioria das vezes o problema não é falta de tráfego — é o que acontece depois que ele chega. Fazemos um diagnóstico gratuito de performance e conversão do seu site.



